13Dezembro2017

Samba para todos

Ousar viver novas experiências efetivamente pode nos surpreender.

Tive a honra de participar de um grupo de psicodramatistas em formação, convidado a desenvolver um trabalho com o grupo da Velha Guarda de uma escola de samba. As necessidades do grupo eram claras. Precisávamos trabalhar questões importantes como o conhecimento do grupo pelo grupo, a tomada de consciência do papel da Velha Guarda perante as demais alas, a integração do grupo e o papel de cada um e o aprimoramento da comunicação. Objetivos esses de trabalho que não se distanciam de um contexto corporativo, mas que são diferenciados quando estão na comunidade a partir do momento onde a meta comum não passa prioritariamente pelo aspecto financeiro e sim, prioritariamente pelo aspecto humano.

A experiência em uma escola de samba nos remete a um contexto cultural brasileiro e marca a história dos negros no Brasil.

O espírito comunitário e o sentimento de pertencimento no contexto da Escola de Samba são intensos e nos fazem refletir sobre o que move verdadeiramente uma comunidade.

O que os uniu um dia foi o samba. O que os une hoje é a comunidade.

Um grupo sem líder não avança. Um líder sem seu grupo não faz nada.

O fazer coletivo demanda competências de comunicação e de organização não facilmente desenvolvidas.

Uma escola de samba tem caixa, mas sem gente não tem desfile.

Chefes de Estado, presidentes de holdings, servidores públicos, professores, alunos... Todos deveriam ter um dia de coaching em uma escola de samba!