13Dezembro2017

O Homem na Educação

Como profissionais da área da Saúde e da Educação, nosso interesse debruça-se na concepção de um ser complexo, com comportamentos, pensamentos e sentimentos. É um ser que carrega consigo um enigma, pois nos surpreende frequentemente com sua capacidade intelectual, social, biológica e afetiva, com suas dualidades. Os desafios são muitos, mas principalmente motivadores, pois nos viabiliza a busca constante de novos conhecimentos, na tentativa de melhores respostas para as demandas que permeiam nosso cotidiano profissional.

O universo é o todo: contém o homem, a sociedade, a natureza, os animais, vegetais, os átomos que se transformam em matéria que dão a noção e a sensação de concretude.  É um universo ao mesmo tempo o palpável e o solúvel.

A sociedade é o sistema, gerenciada pelas pessoas que a compõe. Cada núcleo constrói uma sociedade, cada família gera uma instituição. É neste sistema onde o homem interage mutuamente, criando suas próprias, normas, regras, crenças e valores.

Entre as varias facetas da educação, citamos a educação que aprendemos no âmbito da família e da escola, ponto de partida para internalizarmos as noções básicas e profundas para a vida, necessárias e fundamentais para um bom desempenho na sociedade. Elementos essenciais para o desenvolvimento da socialização, da vida em comunidade. Portanto, a educação é uma instituição, que envolve a escola, a família, o homem e a sociedade.

A família, como um sistema da sociedade, é de fundamental importância para inserção e integração do homem no meio social, na educação e no universo. É o desencadeador da sociedade. Acreditamos ser necessário estudar o sistema familiar em que o sujeito está inserido para compreendê-lo em sua essência.

Concluindo, metaforicamente o universo é a caixa que suporta o homem e a sociedade, por isso o universo existe independente do homem. A família é a semente da sociedade. Ambas produzem em seu núcleo a educação e consequentemente os protagonistas da educação, aluno-professor, professor-aluno, numa relação dialógica onde todos são partícipes, portanto, co-responsáveis.